Minha avo’
Minha avo' chamavam de Flor
Tocava violão e cantava uma canção
Mu'sica que em Diamantina, cantavam com amor
Pros entes queridos do seu coração
Como pode o Peixe vivo
Viver fora d'água fria
Como poderei viver
Sem a tua companhia
Era sempre alegre
Boa companheira
Tomava café
Leite da leiteira
Eu chupava as frutas la' do seu quintal
Amora, pitanga, uvas do parreiral
O mamão eu comia, difícil apanhar
Mas com jeito e uma vara fazia derrubar
Vida dura era esta
Falo agora brincando,
Chupar toda fruta da horta
E ainda vê minha avo’ cantando
Sobre a obra
Era so descer a rua Quintiliano Silva, que ja estava na casa de minha avo'...So' voltava a tardinha.
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Os meus seis anos
Os meus seis anos
Como pude com seis anos
Andar pelo bairro todo
Pedir para entrar e assistir um jogo
No campo do Santa Thereza
Eu me lembro muito bem
Da arquibancada eu sozinho
Assistindo um jogo de futebol
De dois times, times de várzea
Lá pelas tantas, depois de um escanteio
Todos entram pra fazer o gol
Começa uma briga no meio da poeira
Pois o campo gramado não tinha
Socos e pontapés saíram na área
Um tal de "Cebola" era o goleiro
Que apanha e dá socos também
Termina o jogo, que tinha começado tão bem
Volto aos pulos pela arquibancada
Erro o pé, bato o queixo no chão!
Uma poça de sangue esfrego com a mão
Os pontos no queixo não me lembro quem deu
Mas, as marcas ficaram
Entre a barba, que não nasceu!
Sobre a obra
Naquela época, eu andava pelo bairro todo, ia ao cinema com meu irmão e até machuquei o queixo subindo a arquibancada do campo de futebol. Tenho a marca no queixo, onde a barba não nasceu...
Bairro de Santa Thereza, Minas Gerais, Brasil.
Como pude com seis anos
Andar pelo bairro todo
Pedir para entrar e assistir um jogo
No campo do Santa Thereza
Eu me lembro muito bem
Da arquibancada eu sozinho
Assistindo um jogo de futebol
De dois times, times de várzea
Lá pelas tantas, depois de um escanteio
Todos entram pra fazer o gol
Começa uma briga no meio da poeira
Pois o campo gramado não tinha
Socos e pontapés saíram na área
Um tal de "Cebola" era o goleiro
Que apanha e dá socos também
Termina o jogo, que tinha começado tão bem
Volto aos pulos pela arquibancada
Erro o pé, bato o queixo no chão!
Uma poça de sangue esfrego com a mão
Os pontos no queixo não me lembro quem deu
Mas, as marcas ficaram
Entre a barba, que não nasceu!
Sobre a obra
Naquela época, eu andava pelo bairro todo, ia ao cinema com meu irmão e até machuquei o queixo subindo a arquibancada do campo de futebol. Tenho a marca no queixo, onde a barba não nasceu...
Bairro de Santa Thereza, Minas Gerais, Brasil.
A sopa
A sopa
Nove horas, deu sinal pro recreio!
Na cantina tinha sopa quente
Sopa de macarrão, sopa de arroz..
Legumes, batata, fubá...
Cada dia uma diferente
Eu gostava da de macarrão
De fubá era mais ou menos
O prato fundo era cheio
A gente tomava tudo, com pão
O recreio era de pouca brincadeira
Batia preguiça
Voltava pra sala devagar
A professora falava, falava
Meu olho ia piscando...
La nas ultimas carteiras
Da sala de aula
Sobre a obra
Grupo Escolar Caetano Azeredo. Todos os dias, tinha uma sopa quentinha as 9 horas da manha. Não gostava da sopa de fuba, mas tomava assim mesmo. Bairro do Barro Preto, Belo Horizonte Minas Gerais Brasil.
Nove horas, deu sinal pro recreio!
Na cantina tinha sopa quente
Sopa de macarrão, sopa de arroz..
Legumes, batata, fubá...
Cada dia uma diferente
Eu gostava da de macarrão
De fubá era mais ou menos
O prato fundo era cheio
A gente tomava tudo, com pão
O recreio era de pouca brincadeira
Batia preguiça
Voltava pra sala devagar
A professora falava, falava
Meu olho ia piscando...
La nas ultimas carteiras
Da sala de aula
Sobre a obra
Grupo Escolar Caetano Azeredo. Todos os dias, tinha uma sopa quentinha as 9 horas da manha. Não gostava da sopa de fuba, mas tomava assim mesmo. Bairro do Barro Preto, Belo Horizonte Minas Gerais Brasil.
A sa'ida do Grupo Escolar
A saída do Grupo Escolar
A saída era corrida e concorrida
Todos de pastas pretas na mão
Uns batendo atrás, para deixar marcas do giz
Saias azul- marinho, as letras ficavam visíveis
A gente escrevia ao contrario
Pra sair certinho na roupa
Todos se distraiam, uns corriam
Eu vi ali na rua, um menino ser atropelado!
Um carro passou por cima dele
Devagar, mas passou...
As rodas não o pegaram, ele passou pelo meio
Apareceu lá atrás, limpando a roupa...
Ajeitando a pasta,
Que ele tinha escrito com giz
Mancando e perdendo a vontade
De carimbar as meninas...
Sobre a obra
A gente escrevia com giz, ao contrario o que quizesse, na pasta para carimbar as roupas escuras de meninos e meninas, geralmente na saida do Grupo. Era uma mania!
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
t
A saída era corrida e concorrida
Todos de pastas pretas na mão
Uns batendo atrás, para deixar marcas do giz
Saias azul- marinho, as letras ficavam visíveis
A gente escrevia ao contrario
Pra sair certinho na roupa
Todos se distraiam, uns corriam
Eu vi ali na rua, um menino ser atropelado!
Um carro passou por cima dele
Devagar, mas passou...
As rodas não o pegaram, ele passou pelo meio
Apareceu lá atrás, limpando a roupa...
Ajeitando a pasta,
Que ele tinha escrito com giz
Mancando e perdendo a vontade
De carimbar as meninas...
Sobre a obra
A gente escrevia com giz, ao contrario o que quizesse, na pasta para carimbar as roupas escuras de meninos e meninas, geralmente na saida do Grupo. Era uma mania!
Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
t
Para o Dia dos Namorados
Não sei se é fato ou se é fita
Não sei se é fita ou se é fato
Só sei, que ela me fita,
Me fita, mesmo de fato!
Sobre a obra
Refrão, usado nas músicas do folclore diamantinense...
Minas Gerais, Brasil
Não sei se é fita ou se é fato
Só sei, que ela me fita,
Me fita, mesmo de fato!
Sobre a obra
Refrão, usado nas músicas do folclore diamantinense...
Minas Gerais, Brasil
"006" e o segredo da Esfinge...
“006” e o segredo da Esfinge...
Depois de participar da construção das pirâmides do Egito, "006", com muito prestígio, pois tinha intermediado aquelas construções com empreiteiras ligadas aos Faraós, que se locupletaram de riquezas incomensuráveis, foi designado para colocar em andamento mais um projeto:
A Esfinge: Que ficaria tomando conta das três pirâmides, que além de guardar os mausoléus, espantaria os maus espíritos, principalmente os que foram "embolsadomados", como foi afirmado pelo sacerdote Adoniram, o favorito da côrte.
Primeiro, "006" bolou um plano que o enriqueceria, pois afinal de contas tinha que vingar do regime anterior, que o prendera sem razão plausível, só porque participara de um manifesto e ter militado junto com grupos de esquerda e seqüestrado um embaixador da Grampolândia, pais que tinha muita influência junto a comunidade internacional...
Achava "006" que o atual governo é quem deveria ser responsabilizado pelos desmandos que passara, e que ao invés de procurar os meios legais para se ver redimido estava decidido por conta própria a se apossar, surrupiar ou falando um português claro, roubar mesmo do governo, não se importando que fosse dinheiro do povo, povo sofrido que não tinha um atendimento adequado, pois os recursos até então eram escassos...
Mas o que fez "006" ? Primeiro montou uma firma com seu filho. Uma empreiteira, com um endereço que tinha pegado, quando de suas viagens pelo norte do país... Seu filho que não era bobo nem nada, colocou tudo em nome de sua empregada, a mesma que tinha criado até seu pai e já contava com seus 82 e lá vai pedrada, de anos nas costas...
O Faraó Tutocomnamão mais que depressa aceitou a firma desta senhora, pois teve informações privilegiadas de "006", que esta firma adorava superfaturar ...
A construção foi feita de acordo com o projeto de um arquiteto que desenhara um leão em vigia eterna, de olho para o horizonte, bem em frente as três pirâmides, dando aquele ar de mistério que naquela época nada de mistério tinha, pois a construção era e foi apenas para aumentar a riqueza daquele mandatário e lógico atender prioritariamente os desejos de "006" e de sua família, pois se sentia injustiçado, como já foi explicado anteriormente.
Mas aconteceu, um fato inesperado.Como Tutocomnamão vivia desligadamente, sempre em lautos banquetes, comendo frangos, com preferencia pelo "supremo" e tomara empréstimos vultosos, por conta própria, e não ter pagado e tendo em vista as corrupções assolando o pais, com o senado e a câmara totalmente desmoralizados e também, sendo culpado por todos ou a maioria dos deslizes, roubos mesmo, resolveram as forças armadas daquele pais, a mando e' lógico, dos que os controlavam, intervir e tomar para si, o mando e por ordem naquela desordem generalizada.
"006" se escafedeu, indo para lugar ignorado e a construção da Esfinge continuou, mas com uma modificação:
Ao invés de levar a cara de um leão, foi construída no lugar, a cara do Faraó que desestabilizou totalmente o pais com seus roubos e mentiras, devendo aos bancos e principalmente aos trabalhadores, que viveram a construção toda, sobrevivendo a pão e água...
'E' porisso que a Esfinge tem a cara humana no corpo de animal, sendo comum, naquela e'poca ao inve's de dizerem:
"Voce e` cara de pau", passaram a dizer: "Voce e` cara de Esfinge"...
Depois de participar da construção das pirâmides do Egito, "006", com muito prestígio, pois tinha intermediado aquelas construções com empreiteiras ligadas aos Faraós, que se locupletaram de riquezas incomensuráveis, foi designado para colocar em andamento mais um projeto:
A Esfinge: Que ficaria tomando conta das três pirâmides, que além de guardar os mausoléus, espantaria os maus espíritos, principalmente os que foram "embolsadomados", como foi afirmado pelo sacerdote Adoniram, o favorito da côrte.
Primeiro, "006" bolou um plano que o enriqueceria, pois afinal de contas tinha que vingar do regime anterior, que o prendera sem razão plausível, só porque participara de um manifesto e ter militado junto com grupos de esquerda e seqüestrado um embaixador da Grampolândia, pais que tinha muita influência junto a comunidade internacional...
Achava "006" que o atual governo é quem deveria ser responsabilizado pelos desmandos que passara, e que ao invés de procurar os meios legais para se ver redimido estava decidido por conta própria a se apossar, surrupiar ou falando um português claro, roubar mesmo do governo, não se importando que fosse dinheiro do povo, povo sofrido que não tinha um atendimento adequado, pois os recursos até então eram escassos...
Mas o que fez "006" ? Primeiro montou uma firma com seu filho. Uma empreiteira, com um endereço que tinha pegado, quando de suas viagens pelo norte do país... Seu filho que não era bobo nem nada, colocou tudo em nome de sua empregada, a mesma que tinha criado até seu pai e já contava com seus 82 e lá vai pedrada, de anos nas costas...
O Faraó Tutocomnamão mais que depressa aceitou a firma desta senhora, pois teve informações privilegiadas de "006", que esta firma adorava superfaturar ...
A construção foi feita de acordo com o projeto de um arquiteto que desenhara um leão em vigia eterna, de olho para o horizonte, bem em frente as três pirâmides, dando aquele ar de mistério que naquela época nada de mistério tinha, pois a construção era e foi apenas para aumentar a riqueza daquele mandatário e lógico atender prioritariamente os desejos de "006" e de sua família, pois se sentia injustiçado, como já foi explicado anteriormente.
Mas aconteceu, um fato inesperado.Como Tutocomnamão vivia desligadamente, sempre em lautos banquetes, comendo frangos, com preferencia pelo "supremo" e tomara empréstimos vultosos, por conta própria, e não ter pagado e tendo em vista as corrupções assolando o pais, com o senado e a câmara totalmente desmoralizados e também, sendo culpado por todos ou a maioria dos deslizes, roubos mesmo, resolveram as forças armadas daquele pais, a mando e' lógico, dos que os controlavam, intervir e tomar para si, o mando e por ordem naquela desordem generalizada.
"006" se escafedeu, indo para lugar ignorado e a construção da Esfinge continuou, mas com uma modificação:
Ao invés de levar a cara de um leão, foi construída no lugar, a cara do Faraó que desestabilizou totalmente o pais com seus roubos e mentiras, devendo aos bancos e principalmente aos trabalhadores, que viveram a construção toda, sobrevivendo a pão e água...
'E' porisso que a Esfinge tem a cara humana no corpo de animal, sendo comum, naquela e'poca ao inve's de dizerem:
"Voce e` cara de pau", passaram a dizer: "Voce e` cara de Esfinge"...
"006" e a Torre de Pizza...
Depois daquela estabanada fuga do Egito, “006” se dirigiu para Roma, não para ver o Papa, e sim para ir de lá para uma cidadezinha chamada Pizza, em busca do amparo da Máfia, pois, Tutocomnamão indicou um “Capo” da região, que o ajudara na fuga , pois um dos “braços” da Cosa Nostra, atingia aquelas plagas...
Bem amparado, vivendo numa pensão popular, “006” recebeu a visita de um mensageiro que o orientou a entrar em contato com um famoso dirigente político daquele pais, que queria também, entrar neste esquema, pois estava em curso um projeto ambicioso do governo e suas maracutaias ficaram famosas, atravessando fronteiras
Seria a construção de uma torre na cidade de Pizza, um marco comemorativo do aniversario do final de uma CPI de uma poderosa empresa, que recolhia betume nos brejos, betume este muito valioso, alias vendido inexplicavelmente por três vezes o valor que era vendido em outros países e que era usado para iluminação nas ruas das cidades mais abastadas, principalmente nas capitais e como a CPI em seu final, não deu em nada... Reuniram toda a chefia daquela organização criminosa, numa cantina daquela cidade. para comemorar a vitoria, com vinhos e muita pizza...
“Era tanta pizza, para tanto chefe, que resolveram, bem antes do projeto ser executado, dar o nome da futura torre : ” Torre de Pizza”, em alusão também a uma torre de pizza, que comeram durante a festa, pois o “Capo di Tutti Capi”, saíu ileso. daquelas já manjadas investigações...
“OO6” se sentiu em casa, pois era tratado com todo respeito, sendo recebido pelo chefe local, que lhe abraçou dando-lhe dois beijos, que se bobeasse levaria um na boca também, tal era a ênfase de tal encontro...
Mas 006 sabia escapar com classe de todas as situações e um beijo a mais um beijo a menos, não iria prejudicar as negociações...
““Tramaram, pois a construção da torre, que deveria ser vista de todos os lugares, seria uma obra de arte, pois os desenhos estavam ali, para demonstrar como seria o futuro pólo turístico, pois a região precisava se desenvolver com” áureos”, moeda local, quando viessem visitá-la
A condição imposta por “006”, foi sua construtora ganhar a disputa, pois era normal e bem honesto fazer uma concorrência publica para escolher a firma que oferecesse preço mais em conta para a construção.. O povo manipulado acreditava piamente nos seus governantes, pois eles eram muito elogiados no exterior... Pelas questões relevantes que levantavam para solucionar, mundo afora, menos na sua terra natal...
Não precisa dizer quem ganhou a concorrência, pois fora feita com “cartas marcadas” e “006” contratou imediatamente um conhecido engenheiro, tocador de obras, já começando superfaturando no ordenado daquele trabalhador, pois ao invés de para o Leonardo dar 20, contratou, outro que poderia dar 30, já embolsando 10, em conluio com o novo contratado...
O material usado tinha que ser distribuído da seguinte maneira:
Como tinha um fiscal de obras que era incorruptível, mas gostava de umas belas donnas, ele colocou uma bela ragazza num lado da torre para atrair o fiscal... Portanto o material usado de um lado da torre seria de primeira, mas do outro lado, alem de superfaturado, seria de terceira categoria.
“Como o fiscal ficava somente um lado da obra, onde estava à bela ragazza,” 006” pode tocar a obra com a tranqüilidade inerente aos desonestos.
A obra ficou pronta dentro do prazo estabelecido, pois o povo so` queria saber se houve cumprimento do prazo... ”Cumpriram o prazo”? Gente honesta! Mas na verdade a “Cosa Nostra” faturou como nunca e participou, e` claro, da inauguração, pois os governantes e comandantes, quase todos, eram prepostos deles...
“006” recebeu a “Comenda do Cavalheiro Trotão”, a maior Comenda já dada a um estrangeiro, que por algum tempo ficou gozando das benesses e do prestigio, ate que um dia. Aconteceu fato inesperado.
A Torre começou a inclinar: Primeiro levemente, depois bruscamente, para o lado do material de segunda, usado desonestamente pelo “nosso herói,” que foi responsabilizado por um possível desabamento...
Mas como a Torre se estabilizou.. não caindo, ficando numa posição inclinada, que chamava a atenção de todos...
” 006” com a lábia, que lhe e` peculiar, convenceu a todos que isto sim e` que era um marco:
Torres tinham em todo lugar, mas inclinada, desafiando a lei da gravidade... Nenhuma!
Apesar de ter se saído bem, “006” novamente se escafedeu, indo para alhures, porque sabe lá, se de uma hora para outra aquela coisa caísse
... Galileu usou a inclinação, começando a dar pitacas na lei da gravidade.
Depois veio Sir Isaac Newton que achou meio fraquinho, provar com maçãs uma lei importante como a da gravidade, que alias estava prestes a ser revogada pelo Supremo, então decidiu comprovar sua teoria, usando a inclinação daquela famosa Torre, para que todos pudessem assistir....
Bem amparado, vivendo numa pensão popular, “006” recebeu a visita de um mensageiro que o orientou a entrar em contato com um famoso dirigente político daquele pais, que queria também, entrar neste esquema, pois estava em curso um projeto ambicioso do governo e suas maracutaias ficaram famosas, atravessando fronteiras
Seria a construção de uma torre na cidade de Pizza, um marco comemorativo do aniversario do final de uma CPI de uma poderosa empresa, que recolhia betume nos brejos, betume este muito valioso, alias vendido inexplicavelmente por três vezes o valor que era vendido em outros países e que era usado para iluminação nas ruas das cidades mais abastadas, principalmente nas capitais e como a CPI em seu final, não deu em nada... Reuniram toda a chefia daquela organização criminosa, numa cantina daquela cidade. para comemorar a vitoria, com vinhos e muita pizza...
“Era tanta pizza, para tanto chefe, que resolveram, bem antes do projeto ser executado, dar o nome da futura torre : ” Torre de Pizza”, em alusão também a uma torre de pizza, que comeram durante a festa, pois o “Capo di Tutti Capi”, saíu ileso. daquelas já manjadas investigações...
“OO6” se sentiu em casa, pois era tratado com todo respeito, sendo recebido pelo chefe local, que lhe abraçou dando-lhe dois beijos, que se bobeasse levaria um na boca também, tal era a ênfase de tal encontro...
Mas 006 sabia escapar com classe de todas as situações e um beijo a mais um beijo a menos, não iria prejudicar as negociações...
““Tramaram, pois a construção da torre, que deveria ser vista de todos os lugares, seria uma obra de arte, pois os desenhos estavam ali, para demonstrar como seria o futuro pólo turístico, pois a região precisava se desenvolver com” áureos”, moeda local, quando viessem visitá-la
A condição imposta por “006”, foi sua construtora ganhar a disputa, pois era normal e bem honesto fazer uma concorrência publica para escolher a firma que oferecesse preço mais em conta para a construção.. O povo manipulado acreditava piamente nos seus governantes, pois eles eram muito elogiados no exterior... Pelas questões relevantes que levantavam para solucionar, mundo afora, menos na sua terra natal...
Não precisa dizer quem ganhou a concorrência, pois fora feita com “cartas marcadas” e “006” contratou imediatamente um conhecido engenheiro, tocador de obras, já começando superfaturando no ordenado daquele trabalhador, pois ao invés de para o Leonardo dar 20, contratou, outro que poderia dar 30, já embolsando 10, em conluio com o novo contratado...
O material usado tinha que ser distribuído da seguinte maneira:
Como tinha um fiscal de obras que era incorruptível, mas gostava de umas belas donnas, ele colocou uma bela ragazza num lado da torre para atrair o fiscal... Portanto o material usado de um lado da torre seria de primeira, mas do outro lado, alem de superfaturado, seria de terceira categoria.
“Como o fiscal ficava somente um lado da obra, onde estava à bela ragazza,” 006” pode tocar a obra com a tranqüilidade inerente aos desonestos.
A obra ficou pronta dentro do prazo estabelecido, pois o povo so` queria saber se houve cumprimento do prazo... ”Cumpriram o prazo”? Gente honesta! Mas na verdade a “Cosa Nostra” faturou como nunca e participou, e` claro, da inauguração, pois os governantes e comandantes, quase todos, eram prepostos deles...
“006” recebeu a “Comenda do Cavalheiro Trotão”, a maior Comenda já dada a um estrangeiro, que por algum tempo ficou gozando das benesses e do prestigio, ate que um dia. Aconteceu fato inesperado.
A Torre começou a inclinar: Primeiro levemente, depois bruscamente, para o lado do material de segunda, usado desonestamente pelo “nosso herói,” que foi responsabilizado por um possível desabamento...
Mas como a Torre se estabilizou.. não caindo, ficando numa posição inclinada, que chamava a atenção de todos...
” 006” com a lábia, que lhe e` peculiar, convenceu a todos que isto sim e` que era um marco:
Torres tinham em todo lugar, mas inclinada, desafiando a lei da gravidade... Nenhuma!
Apesar de ter se saído bem, “006” novamente se escafedeu, indo para alhures, porque sabe lá, se de uma hora para outra aquela coisa caísse
... Galileu usou a inclinação, começando a dar pitacas na lei da gravidade.
Depois veio Sir Isaac Newton que achou meio fraquinho, provar com maçãs uma lei importante como a da gravidade, que alias estava prestes a ser revogada pelo Supremo, então decidiu comprovar sua teoria, usando a inclinação daquela famosa Torre, para que todos pudessem assistir....
José Juca...
Jose' Juca
A tarde cai'a morna naquela cidadezinha do sul de Minas...
Os sinos da igreja dobravam, sinalizando mais um cortejo até o cemitério daquela cidade....
Como de costume, depois da missa de corpo presente, todos saiam subindo aquela rua da Matriz, que terminava no cemitério da cidade.
José Juca era acompanhante de todos enterros da cidade. Sempre dava um jeito de segurar na alça do caixão, mas tinha um detalhe: Não passava da Casa Deca, que ficava na esquina, a poucos metros do cemitério…tinha medo de entrar la'!
Dava-se por satisfeito, ajudar a carregar por um instante, o defunto, fosse de quem fosse...
Levava tão a sério sua atitude, que até se aprontava, quando na rádio local anunciava a hora de novo cortejo...
Mas um dia, os sinos dobraram forte, pois uma pessoa ilustre do lugar tinha faltado em vida...
Todos se dirigiram para o velório e a missa de corpo presente na Matriz...
A saída da Igreja fora concorrida, carregando o caixão, todos se revezando nas poucas alças...e o cortejo foi subindo a rua...
Nada do José Juca conseguir uma vaguinha pra carregar o defunto. Suava de aflição, pois saía uma, entrava o José Orlando, saía este, entrava o Doutor Dario, o Juiz entrava e nada de dar chance para o José Juca, que estava já se desesperando, pois a Casa Deca se aproximava perigosamente. Era o seu limite!
Não tinha perdido nenhum enterro...Em todos tinha cumprido sua missão!
Quando abriu uma vaga, corre para pegar na alça, eis que o Prefeito se antecipa, pegando na alça deixando-o " a ver navios"...
A Casa Deca chega e chega seu limite!
José Juca desolado, para! Olha o cortejo continuar seu trajeto!
Vira as costas, desce a ladeira vociferando, gritando mesmo em voz alta:
"Fia da Puta! Enfia este defunto no cu cambanda de fominhas ...Fios de uma puta!"...
Todos se assustaram, vendo José Juca gritar e chorar, tomando o rumo de sua casa...
Sobre a obra
Jesé Juca levava a sério sua tarefa, dada por ele mesmo! Nada podia dar errado... Mas um dia...
Sul de Minas, Minas Gerais, Brasil.
A tarde cai'a morna naquela cidadezinha do sul de Minas...
Os sinos da igreja dobravam, sinalizando mais um cortejo até o cemitério daquela cidade....
Como de costume, depois da missa de corpo presente, todos saiam subindo aquela rua da Matriz, que terminava no cemitério da cidade.
José Juca era acompanhante de todos enterros da cidade. Sempre dava um jeito de segurar na alça do caixão, mas tinha um detalhe: Não passava da Casa Deca, que ficava na esquina, a poucos metros do cemitério…tinha medo de entrar la'!
Dava-se por satisfeito, ajudar a carregar por um instante, o defunto, fosse de quem fosse...
Levava tão a sério sua atitude, que até se aprontava, quando na rádio local anunciava a hora de novo cortejo...
Mas um dia, os sinos dobraram forte, pois uma pessoa ilustre do lugar tinha faltado em vida...
Todos se dirigiram para o velório e a missa de corpo presente na Matriz...
A saída da Igreja fora concorrida, carregando o caixão, todos se revezando nas poucas alças...e o cortejo foi subindo a rua...
Nada do José Juca conseguir uma vaguinha pra carregar o defunto. Suava de aflição, pois saía uma, entrava o José Orlando, saía este, entrava o Doutor Dario, o Juiz entrava e nada de dar chance para o José Juca, que estava já se desesperando, pois a Casa Deca se aproximava perigosamente. Era o seu limite!
Não tinha perdido nenhum enterro...Em todos tinha cumprido sua missão!
Quando abriu uma vaga, corre para pegar na alça, eis que o Prefeito se antecipa, pegando na alça deixando-o " a ver navios"...
A Casa Deca chega e chega seu limite!
José Juca desolado, para! Olha o cortejo continuar seu trajeto!
Vira as costas, desce a ladeira vociferando, gritando mesmo em voz alta:
"Fia da Puta! Enfia este defunto no cu cambanda de fominhas ...Fios de uma puta!"...
Todos se assustaram, vendo José Juca gritar e chorar, tomando o rumo de sua casa...
Sobre a obra
Jesé Juca levava a sério sua tarefa, dada por ele mesmo! Nada podia dar errado... Mas um dia...
Sul de Minas, Minas Gerais, Brasil.
SOMBRAS D'ALMA
SOMBRAS D' ALMA
Na minha vida eu tenho um sol brilhante,
Que aclara o céu da minha fantasia,
Em cujo azul, passando a todo instante,
Converte a noite escura em claro dia!
Sempre que abro a pálpebra sombria,
Julgando vê-lo longe, bem distante,
Bem perto ele me aquece, fulgurante,
Beijando a minha fronte, nunca fria!
Mas como o sol que lá no céu fulgura,
Caindo sobre a rama que embalança,
Produz na terra alguma sombra escura,
Também assim meu sol que além se espalma,
Se esbatendo nas ramas da esperança,
Projeta negras sombras na minh'alma!
Sobre a obra
Série de poesias do livro SOMBRAS D'ALMA de Salles Mourão, meu avô, feitas em homenagem a sua terra , Diamantina, em 1923.
Na minha vida eu tenho um sol brilhante,
Que aclara o céu da minha fantasia,
Em cujo azul, passando a todo instante,
Converte a noite escura em claro dia!
Sempre que abro a pálpebra sombria,
Julgando vê-lo longe, bem distante,
Bem perto ele me aquece, fulgurante,
Beijando a minha fronte, nunca fria!
Mas como o sol que lá no céu fulgura,
Caindo sobre a rama que embalança,
Produz na terra alguma sombra escura,
Também assim meu sol que além se espalma,
Se esbatendo nas ramas da esperança,
Projeta negras sombras na minh'alma!
Sobre a obra
Série de poesias do livro SOMBRAS D'ALMA de Salles Mourão, meu avô, feitas em homenagem a sua terra , Diamantina, em 1923.
A mulher brasileira...
Ei-la que vem trazendo a veste curta,
Decote largo, braço em que se espraia
A seda, junto ao corpo que desmaia,
E o aroma sedutor verde da murta!
Certo e', talvez não saiba, disto surta
Meu desejo que faz que uma alma caia,
Por efeito do olhar que tudo furta,
So' vendo o gozo nesta estreita saia!
E' o pecado que vai causando espanto,
Da nau da impudici'cia no conve's,
Fazendo da mulher um inferno aberto!
Como seria bela se, no entanto,
Trouxesse humilde, da cabeça aos pe's,
Seu virgem corpo em flor todo encoberto!
Sobre a obra
Poema escrito por Salles Mourão em 1923, do livro Sombras D'Alma.
(Poesias Diamantinas)
Decote largo, braço em que se espraia
A seda, junto ao corpo que desmaia,
E o aroma sedutor verde da murta!
Certo e', talvez não saiba, disto surta
Meu desejo que faz que uma alma caia,
Por efeito do olhar que tudo furta,
So' vendo o gozo nesta estreita saia!
E' o pecado que vai causando espanto,
Da nau da impudici'cia no conve's,
Fazendo da mulher um inferno aberto!
Como seria bela se, no entanto,
Trouxesse humilde, da cabeça aos pe's,
Seu virgem corpo em flor todo encoberto!
Sobre a obra
Poema escrito por Salles Mourão em 1923, do livro Sombras D'Alma.
(Poesias Diamantinas)
Os buracos negros...
Os buracos negros...
O Universo esta' sendo aos poucos engolido
Existe uma ferramenta que tudo destroe
Os buracos negros tudo atraem, ate' a luz
E assim, o universo sera' consumido...
No reinicio de tudo, so' havera' um buraco negro
Ele engolira' todos os outros menores
Fica sempre o maior, que atrai todos
Depois começa tudo de novo...
Todos falam no "Big Ben"
Mas inu'meros "Big Bens" ja` aconteceram
O "pulsar" do Universo e` assim:
Acaba e recomeça... Acaba e recomeça...
Esta e' uma verdadeira rotina...
No começo de tudo mesmo,
Existia um nada absoluto,
Que nunca mais foi o mesmo:
O nada que existia no começo
Foi reunindo energia...
Porque no nada, não existia o equil'ibrio
Uma fôrça positiva sempre existiu
A fôrça negativa tambe'm...
Deus sempre existiu!
E' a fôrça positiva...
O Universo esta' sendo aos poucos engolido
Existe uma ferramenta que tudo destroe
Os buracos negros tudo atraem, ate' a luz
E assim, o universo sera' consumido...
No reinicio de tudo, so' havera' um buraco negro
Ele engolira' todos os outros menores
Fica sempre o maior, que atrai todos
Depois começa tudo de novo...
Todos falam no "Big Ben"
Mas inu'meros "Big Bens" ja` aconteceram
O "pulsar" do Universo e` assim:
Acaba e recomeça... Acaba e recomeça...
Esta e' uma verdadeira rotina...
No começo de tudo mesmo,
Existia um nada absoluto,
Que nunca mais foi o mesmo:
O nada que existia no começo
Foi reunindo energia...
Porque no nada, não existia o equil'ibrio
Uma fôrça positiva sempre existiu
A fôrça negativa tambe'm...
Deus sempre existiu!
E' a fôrça positiva...
Uma eleição, não é somente uma eleição...
No pais que a gente vive,
Temos que, de tudo esperar
Manipulam os votos no Senado
Na Câmara então, nem se pode falar
Mas um fato curioso, aconteceu:
Uma eleição dos poetas daqui
Muita gente foi esquecida
De boa estirpe, aqui produzida
Não quero falar de mim,
Pois não fica bem e não é do meu feitio,
Mas não deixo de estranhar,
O zero voto, que obtive ao apurar
Não é possivel, mísero voto não ter
Se soubesse mudaria a história assim:
Nos dez votos meus, votados em muitos,
Um deles, devia ter dado pra mim...
Temos que, de tudo esperar
Manipulam os votos no Senado
Na Câmara então, nem se pode falar
Mas um fato curioso, aconteceu:
Uma eleição dos poetas daqui
Muita gente foi esquecida
De boa estirpe, aqui produzida
Não quero falar de mim,
Pois não fica bem e não é do meu feitio,
Mas não deixo de estranhar,
O zero voto, que obtive ao apurar
Não é possivel, mísero voto não ter
Se soubesse mudaria a história assim:
Nos dez votos meus, votados em muitos,
Um deles, devia ter dado pra mim...
Conselho dem ética
Conselho sem ética
Eu queria aconselhar...
Mas não sei o que
Seria pra ajudar
Mas não sei, também a quem
Hoje em dia esta difícil
A gente dar ajuda
Pois desconfiam da gente
Acham que a pessoa mente
Acham que é ser demente
Pois amizade ninguém sente
Dói mais que dor de dente
Saber que o mundo ficou inconsistente
Mas, que fazer num mundo assim?
Pois não adianta nem achar ruim
Ninguém ouve, nem escuta seu lamento,
Ainda acusam, de ser sem ética...
O elemento
Eu queria aconselhar...
Mas não sei o que
Seria pra ajudar
Mas não sei, também a quem
Hoje em dia esta difícil
A gente dar ajuda
Pois desconfiam da gente
Acham que a pessoa mente
Acham que é ser demente
Pois amizade ninguém sente
Dói mais que dor de dente
Saber que o mundo ficou inconsistente
Mas, que fazer num mundo assim?
Pois não adianta nem achar ruim
Ninguém ouve, nem escuta seu lamento,
Ainda acusam, de ser sem ética...
O elemento
A cerejeira
Da janela do meu quarto eu via
Duas folhinhas.
A cerejeira crescia
De um caroço que plantei!
Um ano se passou
Eu acompanhava o seu crescimento
Ali` no corredor, na passagem para os fundos
Nos fundos morava minha irmã
Um dia, quando não estava em casa
Cimentaram a passagem
Tiraram o pe` de cerejeira ja` grande
Arrancaram com a raiz
Replantaram sem cuidado no quintal
Abrindo passagem para o cimento
Quando cheguei, não acreditei
Não tinha mais o pe' de cereja
Dias depois la' estava ele
Sequinho com as folhas caindo
Não tiveram a paciência
De retirar a muda com a terra
Que lhe dava vida
Sobre a obra
Eu tinha chupado a cereja e o caroço eu plantei ali' em frente 'a janela do meu quarto...Eu acompanhei o crescimento dela, quando estava com metro e meio de altura, foi arrancado estupidamente e replantado no nosso quintal. pelo meu cunhado que morava nos fundos de casa...
Corria o ano de 1959, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Duas folhinhas.
A cerejeira crescia
De um caroço que plantei!
Um ano se passou
Eu acompanhava o seu crescimento
Ali` no corredor, na passagem para os fundos
Nos fundos morava minha irmã
Um dia, quando não estava em casa
Cimentaram a passagem
Tiraram o pe` de cerejeira ja` grande
Arrancaram com a raiz
Replantaram sem cuidado no quintal
Abrindo passagem para o cimento
Quando cheguei, não acreditei
Não tinha mais o pe' de cereja
Dias depois la' estava ele
Sequinho com as folhas caindo
Não tiveram a paciência
De retirar a muda com a terra
Que lhe dava vida
Sobre a obra
Eu tinha chupado a cereja e o caroço eu plantei ali' em frente 'a janela do meu quarto...Eu acompanhei o crescimento dela, quando estava com metro e meio de altura, foi arrancado estupidamente e replantado no nosso quintal. pelo meu cunhado que morava nos fundos de casa...
Corria o ano de 1959, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.
Uma pequena estória
Uma pequena estória
Acho que eu nunca soube que estava no mundo...
Quando meu irmão jogou um garfo em mim e o mesmo fincou na minha canela, juro que não me lembro de ter feito nada que merecesse isto:
Apesar da dor, ver um garfo balançando na minha canela...
Eu devia ter uns 11 anos então... Mas tento me lembrar daquele dia:
Vem na memória, somente aquele garfo e o injustificado ato do meu irmão...
Eu já estava com duas repetências nas costas, mas justifico-as pelas constantes mudanças de casa, pois em três bairros já tínhamos morado e eu não tinha me estruturado em nenhum Grupo Escolar, nunca fazendo uma turma e talvez isto tenha me desmotivado nos estudos...
Minha mãe era professora e meu pai trabalhava ate` tarde e nunca tinha tido uma ajuda sequer, que eu me lembre, nas tarefas de casa.
Lógico que eu me encolhia também, os amigos estavam sempre por perto e o jogo de bola me chamava a toda hora...
Não justifico aqui minha atuação nos estudos, mas como sempre ouvia minha mãe dizer:
"Este menino vai ser um filósofo"
Ia mesmo: Pensar era comigo... Eu deitava e ficava pensando, não me lembro em que, mas estudo, isto tenho certeza que não era...
Quem sabe isto implicava meu irmão, justificando quem sabe, o seu ódio momentâneo?
O tempo, e` lógico, foi passando e meu irmão foi aprovado num concurso do Banco do Brasil, sendo nomeado para Montes Claros, ficando eu e meu irmão mais novo...
Nesta época, já estávamos definitivamente em nossa casa, que meu pai tinha comprado, com a ajuda de meu irmão e minha irmã.
Ali, comecei a me estabilizar e ver as coisas com mais presença de espi'rito.
Meu histo'rico e`de uma rara e uma verdadeira preciosidade:
Uma repetência no segundo ano do Grupo Jose' Bonifa'cio
Admissão no Colégio Loyola(não concluída)
Quinta se'rie,(Grupo que me esqueci o nome) Admissão no Colégio Anchieta, repetência no terceiro ano do mesmo Anchieta
Transferência para o Afonso Celso,
Primeiro cientifico no Anchieta
Primeiro ano no Colégio Arnaldo
Repetência no segundo ano do Colégio Arnaldo
Segundo ano no Colégio Santo Antonio
Repetência e segundo ano no Colégio Afonso Celso
Terceiro ano no Afonso Celso e aprovado no concurso do Banco do Brasil, nomeado para Lavras terminando o Terceiro Cientifico no Instituto Gammon daquela cidade...
Antes disto, de Montes Claros, meu irmão me mandava apostilhas, de como ser um técnico em Eletrônica, curso por correspondência da National School, ele temia que eu não desse para nada, mas nunca me alertara sobre um concurso do Banco do Brasil, sendo eu avisado pelo amigo Aldo, vizinho, que ia fazer o tal concurso, para preenchimento de vagas abertas em Governador Valadares, cuja inscrição fiz no u'ltimo dia permitido, pois no outro, estouraria na idade.
O funcionário que fez minha inscrição ficou admirado dizendo:
Se você viesse amanha, não poderia lhe inscrever, pois passaria da idade...
Aquilo soou como um estalo! E nunca estudei tanto para um concurso como aquele que fiz pela primeira vez:
Era das sete da manhã até as duas da madrugada, com minha mãe me pedindo para parar!
O resultado veio, colocando-me num honroso 72 lugar entre mais de dois mil candidatos...
Da sede do Banco do Brasil em Belo Horizonte, na qual meu irmão já estava trabalhando, recebi um telefonema dizendo que eu tive sorte e estava aprovado no concurso do Banco, coisa e lógico que ele não esperava e acho mesmo que ninguém esperava: Eu ser aprovado naquele concurso...
O filósofo tinha passado num concurso, que nem o Delfin Neto com toda a sua sabedoria, tinha sido aprovado... Dizem que tinha tentado três vezes ate' desistir...
Acho que meu anjo da Guarda e' forte, pois no u'ltimo instante, fiz a inscrição e com um currículo bastante inferior ao daquele Ministro de Estado, se e’ que se pode chamar isto de currículo, passei e uma de minhas notas foi 95 em matemática!
O meu amigo Aldo, tirou o primeiro lugar naquele concurso, sendo nomeado para Aimorés e os outros meus amigos foram tomando posse em Floriano no Piauí, Cascavel Paraná.
Fui ficando em casa ate' que chegou o momento de me apresentar no Banco e procurar uma nomeação.
No Rio de Janeiro, sem conhecer ninguém, entrei na sala do secretario do Superintendente do Banco (hoje Presidente) pedindo-lhe que me nomeasse para Lavras MG, pois soube que tinha uma vaga naquela cidade, coisa e' lógico que saiu de minha cabeça, tendo o dito senhor resolvido não sei por que cargas d'água, escrever um bilhete para o Chefe do Funcionalismo, para que me ajudasse...
Consegui falar com o Chefe, de posse de um cartão do Candinho...
Com muita insistência o Senhor Derceli, então chefe todo poderoso do funcionalismo do Banco, me nomeou, creio, a contragosto, como funcionário excedente, pois realmente iria abrir uma vaga, que já' estava prometida para alguém que não seria eu...
De posse do documento na mão, fui para Lavras me apresentando ao gerente espantado, pois nunca tinha recebido um excedente em sua agência,
tomando posse...
Acho que eu nunca soube que estava no mundo...
Quando meu irmão jogou um garfo em mim e o mesmo fincou na minha canela, juro que não me lembro de ter feito nada que merecesse isto:
Apesar da dor, ver um garfo balançando na minha canela...
Eu devia ter uns 11 anos então... Mas tento me lembrar daquele dia:
Vem na memória, somente aquele garfo e o injustificado ato do meu irmão...
Eu já estava com duas repetências nas costas, mas justifico-as pelas constantes mudanças de casa, pois em três bairros já tínhamos morado e eu não tinha me estruturado em nenhum Grupo Escolar, nunca fazendo uma turma e talvez isto tenha me desmotivado nos estudos...
Minha mãe era professora e meu pai trabalhava ate` tarde e nunca tinha tido uma ajuda sequer, que eu me lembre, nas tarefas de casa.
Lógico que eu me encolhia também, os amigos estavam sempre por perto e o jogo de bola me chamava a toda hora...
Não justifico aqui minha atuação nos estudos, mas como sempre ouvia minha mãe dizer:
"Este menino vai ser um filósofo"
Ia mesmo: Pensar era comigo... Eu deitava e ficava pensando, não me lembro em que, mas estudo, isto tenho certeza que não era...
Quem sabe isto implicava meu irmão, justificando quem sabe, o seu ódio momentâneo?
O tempo, e` lógico, foi passando e meu irmão foi aprovado num concurso do Banco do Brasil, sendo nomeado para Montes Claros, ficando eu e meu irmão mais novo...
Nesta época, já estávamos definitivamente em nossa casa, que meu pai tinha comprado, com a ajuda de meu irmão e minha irmã.
Ali, comecei a me estabilizar e ver as coisas com mais presença de espi'rito.
Meu histo'rico e`de uma rara e uma verdadeira preciosidade:
Uma repetência no segundo ano do Grupo Jose' Bonifa'cio
Admissão no Colégio Loyola(não concluída)
Quinta se'rie,(Grupo que me esqueci o nome) Admissão no Colégio Anchieta, repetência no terceiro ano do mesmo Anchieta
Transferência para o Afonso Celso,
Primeiro cientifico no Anchieta
Primeiro ano no Colégio Arnaldo
Repetência no segundo ano do Colégio Arnaldo
Segundo ano no Colégio Santo Antonio
Repetência e segundo ano no Colégio Afonso Celso
Terceiro ano no Afonso Celso e aprovado no concurso do Banco do Brasil, nomeado para Lavras terminando o Terceiro Cientifico no Instituto Gammon daquela cidade...
Antes disto, de Montes Claros, meu irmão me mandava apostilhas, de como ser um técnico em Eletrônica, curso por correspondência da National School, ele temia que eu não desse para nada, mas nunca me alertara sobre um concurso do Banco do Brasil, sendo eu avisado pelo amigo Aldo, vizinho, que ia fazer o tal concurso, para preenchimento de vagas abertas em Governador Valadares, cuja inscrição fiz no u'ltimo dia permitido, pois no outro, estouraria na idade.
O funcionário que fez minha inscrição ficou admirado dizendo:
Se você viesse amanha, não poderia lhe inscrever, pois passaria da idade...
Aquilo soou como um estalo! E nunca estudei tanto para um concurso como aquele que fiz pela primeira vez:
Era das sete da manhã até as duas da madrugada, com minha mãe me pedindo para parar!
O resultado veio, colocando-me num honroso 72 lugar entre mais de dois mil candidatos...
Da sede do Banco do Brasil em Belo Horizonte, na qual meu irmão já estava trabalhando, recebi um telefonema dizendo que eu tive sorte e estava aprovado no concurso do Banco, coisa e lógico que ele não esperava e acho mesmo que ninguém esperava: Eu ser aprovado naquele concurso...
O filósofo tinha passado num concurso, que nem o Delfin Neto com toda a sua sabedoria, tinha sido aprovado... Dizem que tinha tentado três vezes ate' desistir...
Acho que meu anjo da Guarda e' forte, pois no u'ltimo instante, fiz a inscrição e com um currículo bastante inferior ao daquele Ministro de Estado, se e’ que se pode chamar isto de currículo, passei e uma de minhas notas foi 95 em matemática!
O meu amigo Aldo, tirou o primeiro lugar naquele concurso, sendo nomeado para Aimorés e os outros meus amigos foram tomando posse em Floriano no Piauí, Cascavel Paraná.
Fui ficando em casa ate' que chegou o momento de me apresentar no Banco e procurar uma nomeação.
No Rio de Janeiro, sem conhecer ninguém, entrei na sala do secretario do Superintendente do Banco (hoje Presidente) pedindo-lhe que me nomeasse para Lavras MG, pois soube que tinha uma vaga naquela cidade, coisa e' lógico que saiu de minha cabeça, tendo o dito senhor resolvido não sei por que cargas d'água, escrever um bilhete para o Chefe do Funcionalismo, para que me ajudasse...
Consegui falar com o Chefe, de posse de um cartão do Candinho...
Com muita insistência o Senhor Derceli, então chefe todo poderoso do funcionalismo do Banco, me nomeou, creio, a contragosto, como funcionário excedente, pois realmente iria abrir uma vaga, que já' estava prometida para alguém que não seria eu...
De posse do documento na mão, fui para Lavras me apresentando ao gerente espantado, pois nunca tinha recebido um excedente em sua agência,
tomando posse...
O começo é o fim...
O começo e' o fim...
Se eu pegasse uma nave veloz
De mil vezes a velocidade da luz
Ela atingiria, não so' neste verso
A luz do começo, do nosso universo
Quer dizer, que eu volto no tempo
Neste exemplo que dei muito simples
Provo isto porque ele insiste:
De dizer, que o tempo não existe!
Mas eu provo com isto também
Que o começo esta lá no fim
E que esta idéia, não afasta de mim
Pois tudo foi feito assim
Pra onde corre esta luz do inicio?
Que ilumina a escuridão
Escapa quem sabe lá no infinito
Pra entrar numa outra dimensão...
Sobre a obra
As vezes o nosso universo esta' dentro de uma pequena mate'ria em outro planeta!
Se eu pegasse uma nave veloz
De mil vezes a velocidade da luz
Ela atingiria, não so' neste verso
A luz do começo, do nosso universo
Quer dizer, que eu volto no tempo
Neste exemplo que dei muito simples
Provo isto porque ele insiste:
De dizer, que o tempo não existe!
Mas eu provo com isto também
Que o começo esta lá no fim
E que esta idéia, não afasta de mim
Pois tudo foi feito assim
Pra onde corre esta luz do inicio?
Que ilumina a escuridão
Escapa quem sabe lá no infinito
Pra entrar numa outra dimensão...
Sobre a obra
As vezes o nosso universo esta' dentro de uma pequena mate'ria em outro planeta!
A Juriti...
A Juriti
Era o apelido de minha esposa...
Ela me disse, quando era pequena
Sempre a chamavam de Juriti!
E me emocionou quando vi esta cena:
Num galho do abacateiro
Que um dia eu ia cortar
Pois já velho e secando esta
Deu vida no ninho da Juriti!
O filhote vê o mundo ao redor
No primeiro vôo, voltar pro seu ninho
Depois, pro caminho aprender de cor
Ser recebido por sua mãe com carinho...
Que apelido mais lindo de ser ouvido
Merecida, alias ser chamada...
Vendo este ninho do amor produzido...
Lembro do meu aqui com minha amada!
Sobre a obra
Foto tirada por Jose Eduardo, do ninho de uma Juriti com seu filhote...
Sul de Minas, Brasil.
Era o apelido de minha esposa...
Ela me disse, quando era pequena
Sempre a chamavam de Juriti!
E me emocionou quando vi esta cena:
Num galho do abacateiro
Que um dia eu ia cortar
Pois já velho e secando esta
Deu vida no ninho da Juriti!
O filhote vê o mundo ao redor
No primeiro vôo, voltar pro seu ninho
Depois, pro caminho aprender de cor
Ser recebido por sua mãe com carinho...
Que apelido mais lindo de ser ouvido
Merecida, alias ser chamada...
Vendo este ninho do amor produzido...
Lembro do meu aqui com minha amada!
Sobre a obra
Foto tirada por Jose Eduardo, do ninho de uma Juriti com seu filhote...
Sul de Minas, Brasil.
Três horas em Nova York
Três horas em Nova York
Já vislumbro a cidade
Passando pela ponte,
Na 82a avenida, estacionamos
Numa vaga, coisa rara...
Domingo, temos pouco tempo
A pe’ chegamos ao Central Park
Muitos caminham pelas calçadas
A vista do lago e' bonita
Mas o tempo e' curto
Temos que voltar pra Boston
Minha filha tem horário na Universidade
Corremos para o Metropolitan
Vimos muitas obras raras
Fotografei ao lado do quadro do Van Gogh
Velásquez e seu quadro quase vivo
As jóias dos Faraós
Mas temos pressa, minha filha dirige
Passamos em frente ao Empire State
Time Square, Igreja de St. Patrick...
5a avenida, viramos à esquerda
Passamos pela ponte, muita neblina...
Nem deu pra ver a Estátua da Liberdade
Rumamos para Boston...
Temos pressa!
Sobre a obra
O que a pressa não faz...Nunca tinha ido a Nova York, podiamos ter passado a noite la'...Minha filha podia ter faltado segunda feira da Universidade...As vezes a gente pensa pequeno!
Maio de 2003, Boston, USA.
Já vislumbro a cidade
Passando pela ponte,
Na 82a avenida, estacionamos
Numa vaga, coisa rara...
Domingo, temos pouco tempo
A pe’ chegamos ao Central Park
Muitos caminham pelas calçadas
A vista do lago e' bonita
Mas o tempo e' curto
Temos que voltar pra Boston
Minha filha tem horário na Universidade
Corremos para o Metropolitan
Vimos muitas obras raras
Fotografei ao lado do quadro do Van Gogh
Velásquez e seu quadro quase vivo
As jóias dos Faraós
Mas temos pressa, minha filha dirige
Passamos em frente ao Empire State
Time Square, Igreja de St. Patrick...
5a avenida, viramos à esquerda
Passamos pela ponte, muita neblina...
Nem deu pra ver a Estátua da Liberdade
Rumamos para Boston...
Temos pressa!
Sobre a obra
O que a pressa não faz...Nunca tinha ido a Nova York, podiamos ter passado a noite la'...Minha filha podia ter faltado segunda feira da Universidade...As vezes a gente pensa pequeno!
Maio de 2003, Boston, USA.
Meu primeiro trabalho e primeira reunião...
Meu primeiro trabalho e primeira reunião...
Ja' estava trabalhando como desenhista
Ate' projetava. O arquiteto viajava muito...
No andar abaixo, tinha o DOT...
"Departamento de Orientação e Treinamento"
Tinha desenhista la' ganhando comissão...
No's não ganhavamos comissão...
O chefe do nosso Departamento
Inaugurou uma nova maneira de dirigir:
Reuniões com os funcion'arios do setor
Foi de manhã, todos reunidos em torno da mesa
Doutor Hamilton Glueke, o chefe, deixou livre a palavra:
Muitos falaram sobre os problemas do serviço...
A reunião se mostrava proficua, até que pedi a palavra:
"Doutor Hamilton, tenho uma pergunta
Um tanto ou quanto moneta'ria":
Porquê os desenhistas do DOT, ganham comissão e
No's aqui desenhamos e não ganhamos...
"Silêncio total: Doutor Hamilton coça as sombrancelhas...
"Amanha vou ver isto"
Em poucos minutos encerrou a reunião...
No outro mês passamos a ganhar comissão...
Mas reunião, nunca mais aconteceu...
Sobre a obra
Meu primeiro trabalho foi no Banco da Lavoura em Belo Horizonte...O Chefe era o Doutor Hamilton Glueke, que inaugurou uma nova maneira de dirigir, com reuniões, mas creio, não deu certo, pois a reunião que seria para resolver problemas de serviço, serviu, inaugurado por mim, de "palanque" de solicitações de aumento de sala'rios...
Belo Horizonte 1960, Minas Gerais, Brasil.
Ja' estava trabalhando como desenhista
Ate' projetava. O arquiteto viajava muito...
No andar abaixo, tinha o DOT...
"Departamento de Orientação e Treinamento"
Tinha desenhista la' ganhando comissão...
No's não ganhavamos comissão...
O chefe do nosso Departamento
Inaugurou uma nova maneira de dirigir:
Reuniões com os funcion'arios do setor
Foi de manhã, todos reunidos em torno da mesa
Doutor Hamilton Glueke, o chefe, deixou livre a palavra:
Muitos falaram sobre os problemas do serviço...
A reunião se mostrava proficua, até que pedi a palavra:
"Doutor Hamilton, tenho uma pergunta
Um tanto ou quanto moneta'ria":
Porquê os desenhistas do DOT, ganham comissão e
No's aqui desenhamos e não ganhamos...
"Silêncio total: Doutor Hamilton coça as sombrancelhas...
"Amanha vou ver isto"
Em poucos minutos encerrou a reunião...
No outro mês passamos a ganhar comissão...
Mas reunião, nunca mais aconteceu...
Sobre a obra
Meu primeiro trabalho foi no Banco da Lavoura em Belo Horizonte...O Chefe era o Doutor Hamilton Glueke, que inaugurou uma nova maneira de dirigir, com reuniões, mas creio, não deu certo, pois a reunião que seria para resolver problemas de serviço, serviu, inaugurado por mim, de "palanque" de solicitações de aumento de sala'rios...
Belo Horizonte 1960, Minas Gerais, Brasil.
José Rodrigues...
Jose' Rodrigues...
O tio da minha esposa sabia viver
Sempre sorrindo, carregando uma pasta!
Dentro da pasta tinha:
Uma toalha, escova de dente e dentifrício...
Parecia que carregava documentos
Quase sempre durmo fora, dizia!
Certo dia, dei lhe uma carona
No caminho da roça, atropelo uma galinha!
PARE! Gritou o Zé! Descendo do carro...
Achei que ia socorrer a penosa,
Isto aqui vai dar a canja pro jantar!
Que isto! CE ia embora?
Galinha atropelada com macarrão...
Não tem janta melhor:
CE ta convidado!
Sobre a obra
Tinha quase setenta, andava com uma pasta e uma bengala...Levantava a bengala para fazer o carro parar...Não importava o lado que ia...queria ir! Certa vez, foi parar em Belo Horizonte, na minha casa...voltou de carona, comigo...
Belo Horizonte,Minas Gerais, Brasil. Ano de 1966.
O tio da minha esposa sabia viver
Sempre sorrindo, carregando uma pasta!
Dentro da pasta tinha:
Uma toalha, escova de dente e dentifrício...
Parecia que carregava documentos
Quase sempre durmo fora, dizia!
Certo dia, dei lhe uma carona
No caminho da roça, atropelo uma galinha!
PARE! Gritou o Zé! Descendo do carro...
Achei que ia socorrer a penosa,
Isto aqui vai dar a canja pro jantar!
Que isto! CE ia embora?
Galinha atropelada com macarrão...
Não tem janta melhor:
CE ta convidado!
Sobre a obra
Tinha quase setenta, andava com uma pasta e uma bengala...Levantava a bengala para fazer o carro parar...Não importava o lado que ia...queria ir! Certa vez, foi parar em Belo Horizonte, na minha casa...voltou de carona, comigo...
Belo Horizonte,Minas Gerais, Brasil. Ano de 1966.
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