quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu queria...

Eu queria...

Eu queria fazer um verso
Pra fazer parte do universo
Queria tudo bem rimado
Sem ter nada combinado

Escolher várias palavras com rima
Pra ficar bem feito, tudo em cima
Até quem sabe, exprimir o que sinto
Escrever a verdade, pois não minto

No fundo, no fundo eu tinha vontade
De falar o que aprendi até minha idade
Para os mais novos seguir um caminho
Que seja livre belo e sem espinho

Mulher rendeira...

Mulher rendeira...

Queria que a mulher rendeira...
Vivesse de renda na crise atual!
Dizem, que ela quebrou, aplicando na Bolsa,
Pois o mundo entrou numa quebradeira total!

A renda que falo não é a do Norte...
Que inspirou a música do Lampião...
Tecelãs decerto, de bolsa não entendem
Mas sim de arte, nos tecidos em exposição..

Agora volto pro assunto da indagação:
Pois desconfio de uma crise premeditada
Por alguém de uma máfia mui refinada...
Que usou um “laranja” pra passar por ladrão!

Pois tinha muito rico naquela lista "Forbes"...
Que perderam tudo e ficaram pobres!

E o dinheiro migrou pra lugares incertos

Provando que o mundo é dos mais espertos...

Coisas que ficam na lembrança...

Coisas que ficam na lembrança...

Juscelino era Governador
Niemayer projetou “O Conjunto Kubitschek”
Seria construído na Praça Raul Soares
O Governador estava contratando a Construtora Rolla...

Naquela época tinha um semanário
“O Binômio” crítico feroz da situação
Publicava sempre manchetes espalhafatosas
Vinha descendo a pé, a avenida Olegário Maciel

Quando vejo o jornaleiro gritando
Naquela quase noite de sábado:
Olha “ O Binômio”, “Extra” “Extra”:

Juscelino vai por Rolla na Praça Raul Soares!...



Sobre a obra
O Binômio, jornal semanário que fez muito sucesso em Belo Horizonte, por causa de seus artigos e manchetes espalhafatosas.Dirigido por Euro Arantes e Jose Maria Rabelo, na década de 60 acontecu uma briga entre o General Punaro Bley que estava a paisana, com a direção do "O Binômio"...Como o General saiu ferido, sangrando, ao chegar no seu posto de comando na ID4, seus comandados tomaram suas dores e resolveram atacar a redação do jornal que foi totalmente destruida...Do 6 andar, jogavam as máquinas de escrever, que estouravam na calçada, pois o quarteirão fora todo cercado e os redatores fugiram do local...Por coincidência eu estava na hora, saindo do cinema, Cine Art Palácio, que também era na rua Tupinambás..
Fato acontecido bem antes da dita "revolução"!
(O nome do jornal foi inspirado na campanha de JK para Governador, que era o binômio "Energia e transportes" )
Belo Horizonte, Minas Gerais, Bra

O Chargista...

O Chargista...

Quando fui na “Folha de Minas” com a intenção de fazer “charges”, fui atendido por um redator que não me lembro o nome... Como eu me inspirava nos “bonecos” do N Y Times, recebi como uma leve critica a observação que meus personagens eram parecidos com o desenhista daquele famoso jornal
-Você pode vir aqui à hora que quiser fazer desenhos naquela prancheta, disse-me apontando para o local que poderia ser o do meu primeiro trabalho...
Não sei se pela observação que ele fizera, mas o fato e que não voltei naquele lugar, que dizem, onde começou o nosso Ziraldo e muita gente boa que depois foi pra o Pasquim, no Rio de Janeiro...
Minhas andanças pelos jornais de Belo Horizonte, não pararam, pois me lembro também de ter ido me apresentar no “Diário de Minas”, sendo recebido pelo chargista daquele jornal, Oldack Esteves, que viu meus desenhos, mas interessou se mais em mostrar a sua charge, um trem desviando, representando algum fato político...
Como tinha dito que era uma charge boazinha, ele retrucou: - Boazinha não, ótima! Ótima!
Tinha sido ali mesmo, demitido, sem ter tomado posse, pois desagradara quem estava me avaliando...
O redator do “O Diário” também me recebeu, tendo dito que estava ainda “verde” que treinasse mais e o procurasse mais tarde...
Fui amadurecer no Banco do Brasil, e depois de uma transferência para Belo Horizonte, em plena “revolução” que minhas charges foram aceitas no mesmo “O Diário”, mas com o Fernando Stelling Neto e Afonso Celso Raso como redatores daquele jornal.
Eu preparava as “charges” em casa e depois do expediente do Banco eu passava na redação, entregava o trabalho para o Fernando...que as publicava incontinenti...
Em plena “revolução” eu fazendo críticas ora fortes, ora suaves. O fato real era que eu desconhecia o que estava acontecendo nos “porões” daquele regime...
Criticava o Costa e Silva, sendo que uma das charges fez crítica direta, pois o Governo estava reprimindo manifestações dos estudantes e fechando mesmo várias universidades... Por coincidência, a França tinha fechado a Universidade de Sorbonne, muito depois dos acontecidos aqui...
Aproveitei desenhando o Costa e Silva dando uma entrevista para um repórter assustado dizendo:
“Há muito estamos a frente da França” O titulo era: Fechada a Universidade de Sorbonne
Um dia, tendo em vista a repressão forte que o Dops (Departamento de Ordem e Política Social) estava fazendo, dizendo que fulano e beltrano eram fichados e que muita gente boa era fichada... Resolvi fazer uma charge em que aparecia um “chefe” numa mesa apinhada de fichas, arquivo cheio de fichas, mas o desenho exagerava nas fichas em cima daquela mesa... E o auxiliar em frente, perguntando ao chefe se não seria mais fácil fazer um arquivo dos “não fichados”...
Não precisa dizer que a repercussão deve ter sido grande, porque no outro dia fui alertado pelo Fernando que “um pessoal” estranho tinha ido à redação perguntado quem eu era...
Óbvio que o redator viu logo que estavam a minha procura e sabedor muito mais que eu, da repressão violenta que estava acontecendo, me orientou para dar uma sumida por uns tempos até que a situação se acalmasse... Pois tinha lhes dito que era um colaborador anônimo e que não fazia parte do quadro de funcionários daquele jornal...
Terminei minha carreira de chargista por um bom tempo, diria mesmo que durante o período da revolução, os leitores ficaram privados de um elemento que até hoje não fiquei sabendo se seria bom ou ruim...
A revolução não só matou gente, ela também fez, que se abortassem muitos valores...

Minas Gerais não tem mar...

Minas Gerais não tem mar...

Vou fazer uma campanha
Pra que Minas, tenha mar
Vocês vão achar que é manha
Mas depois vão me apoiar

Vejam só que injustiça
Da nossa Federação
Todos da beirada, tem mar
Só Minas, que não tem não

A gente vê no mapa
Que ate' a Bahia impede
Minas ter uma saída
Pois nem corredor ela cede

O Espírito Santo podia
Um pedaço a Minas ceder
Mas você toca no assunto
Vê a coisa endurecer

Então viro para o Rio,
Que completa este cerco
Peço então uma fatia
Mas não ouvem e eu me perco

Apesar da oposição
Continuo a minha luta
Pois o mar... Ele é de todos
Mas o que eu quero...

Só se for na fôrça bruta!










Sobre a obra
Eu so' queria saber, quem foi que teve a idéia, de fazer a divisão dos estados da Federação!

O golpe perfeito...

O golpe perfeito...

Helena tinha passado há pouco no concurso do Banco do Brasil e fora mandada para uma cidade de porte médio no Amazonas.
Muito esforçada e interessada no trabalho, logo foi premiada com um curso de caixa executivo em que se saiu muito bem...
Uma agência, cujo movimento era atípico, pois mesclava meses de muito movimento com meses de extremo marasmo...
Helena logo foi aproveitada como caixa executivo e substituía por vezes o tesoureiro que estava as voltas com uma licença de saúde...
Era tão desenvolta no seu trabalho que o Gerente não se surpreendeu ao vê-la dentro da Tesouraria, sozinha, atendendo os caiex que eram nove, em todas as suas solicitações, bem como fazia o fechamento do caixa todos os dias com perfeito esmero...
O tempo foi passando, 10 dias, um mês, sem que o titular voltasse ao trabalho, pois foram informados que o problema dele era grave e demandaria uma prorrogação na licença saúde, por tempo indeterminado...
Não se importou muito a gerência, pois Helena se mostrava extremamente apta a substitui-lo, apesar do pouco tempo e traquejo com as artimanhas do trabalho...
De manhã bem cedo mesmo já estava na tesouraria, que era no subsolo do Banco fazendo as conferências devidas e municiando os"caiex" nas suas necessidades...
O cofre forte sempre aberto com as duas portas de aço dobradas para o lado, deixando à mostra as pilhas de dinheiro que iam da frente para o fundo do cofre...

Helena era uma moça bonita, chamava atenção dos colegas, sempre com justas saias e blusa com belos decotes... Nos intervalos, ficava quase sempre de pernas cruzadas retocando a maquiagem, porque realmente o trabalho ela o levava sempre em dia, sobrando tempo para se distrair, quase sempre se pegando olhando aqueles maços de notas de 100 empilhados e enchendo o fundo daquele velho cofre...

Um belo dia teve um pensamento, que combinava com seus sonhos de viver no exterior, em lugar desconhecido e tranqüilo... Preciso de dinheiro, muito dinheiro! Pensava:
Se eu levasse um pacote de notas de cem, tiradas do fundo deste cofre, garanto que ninguém iria notar, pois os da frente, não mexeria nunca! Pensamento louco, sai pra la', pensou a bela donzela...

Os dias foram passando e a idéia não lhe saia da cabeça... Pegar uma nota preta e se escafeder no mundo...
Era tanto pensar e planejar paralelamente a sua repulsa a este ato, que não teve jeito:
Resolveu levar consigo, uma bolsa tipo sacola para o trabalho...

Um dia não agüentou, meteu um maço de notas de cem dentro da bolsa, fechou o cofre e foi pra casa.
Todos os dias era a mesma coisa, mas era tanto dinheiro, que foi comprando dólares e guardando...

O titular da Tesouraria, não voltava pro trabalho, quando ela resolveu dar o golpe final...
Tiraria todos os maços restantes naquela sexta feira, deixando somente os da frente do cofre, mesmo porque queria que a aparência do saque ficasse, quem sabe por algum tempo, maquiada, para que ela tivesse mais tempo, quem sabe de limpar as pistas para onde fosse morar...

Sacola cheia, não trocou por dólares naquele sábado, pegou os que tinha acumulado, mais de dois milhões, colocou-os na mala misturado com as roupas...
Com a passagem comprada, seguiu para algum destes paraísos fiscais...

Na segunda feira... Nada de Helena aparecer...
-Hoje ela faltou, engraçado, não avisou a ninguém...

-Menina esforçada, logo, logo, vai avisar a gente, falou o Gerente arrumando um substituto na hora...


Sobre a obra
Fato verídico, acontecido numa agência do Banco do Brasil e não divulgado.

O último dos ladrões...

O último dos ladrões...

O Banco Central Mundial lançou uma moeda com um “chip”, neste ano de 2.059, para que todo papel moeda em circulação no mundo passe a ser monitorado, visto que, com a unificação e moeda única, achou por bem, o Congresso Mundial, referendar esta medida,
Seguindo o sucesso que tiveram as medidas de controle dos cartões de credito.
O sigilo da finalidade principal do lançamento foi mantido, porque ninguém sabia na realidade a segunda medida, ficara restrita ao Presidente rotativo da Federação Mundial, que é de detectar o dinheiro, quando acontecesse algum desvio desonesto ou mesmo roubo.
Dado ao conhecimento de todos, que o dinheiro passaria a ter um controle pelo Presidente, evitando se desta maneira também a concentração de poder de Ministros específicos da área monetária, que não é mais nem um pouco importante, que Ministérios como os da segurança e do meio ambiente...
Desavisada mente,obvio, um Senador Mundial, recebeu uma propina de um milhão de denares e todo alegre, pensando que estava livre, leve, resolveu depositar a bolada num Banco do Estado Suíço, levando uma traulitada e recebendo voz de prisão, porque o dinheiro já tinha sido desativado... Acusado imediatamente pelo caixa recebedor. Provando ser o sistema perfeito, no controle do meio circulante no Mundo, no que tange a irregularidades...
As manchetes estavam belamente estampadas nos céus, pela emissão de raios laser em todos quadrantes do mundo,na mesma hora, levando consigo a mensagem de que o dinheiro era tocável, mas pra roubo se tornava daqui pra frente, intocável...
Foi se a era dos roubos e dos ladrões, inclusive dos superfaturamentos, pois as empreiteiras todas fecharam as portas, ficando somente uma única governamental, responsável por todo gerenciamento e obras pelo mundo afora.
Outra coisa que acabou de vez foram os apadrinhamentos: Salário de parente já sai desativado, terminando de vez também com o ciclo das oligarquias.
A sonegação fiscal também teve seu termino com a nova medida, porque o controle do ganho já esta no programa inserido no computador do satélite, que agora monitora todas as transações... Os benefícios foram tantos, que como o dinheiro é o resultado do trabalho, ele o trabalho, ficou valorizadissimo, dando mais motivação à população do mundo em produzir, honestamente, mesmo porque não tinha outro jeito...
O desinteresse pelos cargos de deputado e senador ou mesmo de juízes da Corte Suprema se fez notar, mas para evitar um mal maior,foi votado um abono produtividade, tipo "bolsa político", esquema muito usado há cinqüenta anos atrás, para amealhar prestigio e se perpetuar no poder, mas não houve outra maneira de incentivo melhor para quem se habilitasse concorrer a cargos...Esperava se que a medida atingisse cem por cento de sucesso, o que não ocorreu, mostrando as pesquisas, que ainda continuam,principalmente no Jornal Mundial, cinqüenta anos depois, que a medida atingiu pouco mais que dezenove por cento...

Mas enfim, nem tudo é perfeito neste organizado mundo...

O aquecimento global e o desvio do eixo da terra...

O aquecimento global e o desvio do eixo da terra...

Se levarmos um peso de um lado pro outro
Pela lógica, o outro lado vai ficar mais pesado
Se eu tiro minério do Brasil e levo pro Japão
Aquele lado vai pesar mais, vai desequilibrar

No Japão tem um aterro de minério, no mar
Muito maior que o aterro do Flamengo...
Os buracos ficaram no Brasil e não pesam nada
O mundo gira como uma bola equilibrada

Desde os primórdios, os pesos foram distribuídos
A rotação da terra se incumbiu disto!
A terra não contava com o homem pondo e dispondo
Agora é preciso equilibrar de novo

O eixo desviou do lugar, o pólo ficou mais quente
O gelo derrete mais rápido: E’ o aquecimento global...
Mas, não é nada disto:
Trás o minério de volta,

Que tudo fica normal.

A resma de amor...

A resma de amor...

Porque será, que de vez em quando
Teima em aparecer, aquele pensamento
Daquele amor, que achei esquecido
Volta de arranco, sem pedir licença...

Olha que outra já amo
Mas mesmo assim insiste
Em fazer que existe
Algo parecido, com este amor...

Faz me perguntar:
Se e’ traição, pensar assim
Pois a gente fica sem reação...
Deixando ir, na contra mão

E quando menos se espera...

Ele entra, em colisão...

Os anos "dourados" e o "MG"

Os anos “dourados” e o “MG”

Estava na praia de Copacabana
Anos 60 e poucos...
Passou um carro esporte na avenida
Volante do lado direito

Capota abaixada de couro
Azul, com aquele barulhinho...
Fiquei louco, amor à primeira vista
Era um “MG”, carro esporte inglês...

Fiquei torcendo para que ele voltasse!
Naquela época, tocava “Tom” e “Vinícius”…
Era demais querer aquilo:
Por estas e por outras,

È que chamamos aquela época de,
“Anos Dourados”

Uma idéia pra "Febraban"

Uma idéia pra "Febraban"

Vou passar de graça
Uma idéia que tive:
Porque não imprimem
O "10" na da data dos cheques

Evita erros na emissão,
Agiliza a conferência...
As devoluções por erro acabariam
Os Bancos ganhariam tempo!

Imprimem tanta coisa nos cheques
E o principal, um 10 no final da data
Não teria como se errar ao preencher
O cliente somente escreveria

2.0 na data...
Não precisa ser o ano todo
Somente o mês de janeiro...
Mês da transição

O Bonde Santo Antônio...

Todos os dias, eu pegava o bonde
Passava em frente ao cine Metrópole
Que não existe mais.
Passava em frente ao cine Guarany

Ele está lá, mas não funciona também,
Virou depósito
A rua da Bahia era boa de se ver!
Passava em frente a Igreja de Lourdes

A Igreja de Lourdes continua lá...
Aliás, as Igrejas se mantêm no lugar
A Praça da Liberdade, o bonde passava do lado
O Colégio Isabela, das meninas bonitas

O Minas Tenis Clube, com seu porteiro
Cercava quem não tinha pago o mês...
O Ginásio, os jogos, as Olimpíadas...
A Padaria Excelsior, continua la´

Na virada do ponto final eu descia...
Passava a pé, na porta do bar do Miro
Em frente a "bitaca" da Dona Idalina
Via o Ciro, que tinha medo

Era só gritar: " Olha o ouro",
Que ele vinha pedindo pra calar a boca,
Com medo dos ladrões...
Este percurso ficou na minha cabeça!

Quando acabaram com os bondes,
Não pensaram nas lembranças!
Elas permanecem firmes, sempre
Tomando carona na ilusão

De que tudo esta no lugar...

O Haiti e o FMI...

O Haiti e o FMI…

O Fundo Monetário Internacional
Não deveria ser só um bom cobrador
Deveria participar também da ajuda
Pois o Haiti faz parte do mundo também

Se quiser ser Internacional, tem que agir com tal
Seria mais simples e objetivo
Que este Fundo, abrisse um “Cheque Especial”
De milhões ou de um bilhão...

As doações que chegassem, cobririam os saques...
O mundo necessita de um Fundo
Mas que tenha em mente, que nas horas amargas
Também, tem que estar presente!

Ai de Minas se não fosse o Rio de Janeiro...

Ai de Minas se não fosse o Rio de Janeiro...

De trem, fui pro Rio
Subia os morros e descia
Quando cheguei e vi o mar
Meu olhar se perdeu no infinito

Minas não têm infinito...
Ai de Minas se não fosse o Rio
O Rio tem tudo que Minas têm
Montanhas, verde e favelas...

Ainda de quebra, tem o mar
Mar que faz a gente ficar bobo
Igual eu ficava
Nos anos 60...

O garçon mudo...

O garçom mudo...

Em Lavras, morava no Hotel...
Mas queria achar uma comida caseira
Mudava sempre de lugares
Queria encontrar uma boa refeição

Até que acertei, num barzinho do Gomide
O garçom trazia na bandeja a refeição completa
Com pequeno detalhe, ele era mudo...
Um dia, pra reforçar o almoço

Pedi um ovo, fazendo um “O” com os dedos
O garçom riu, achou que o estava gozando
A comida já estava esfriando, novamente o chamei.
Desta vez, fiquei em pé, imitei um galo batendo asas...

Espichei o pescoço, e cantei...

As "Capsulas de salvamento" contra tragédias...

As "Capsulas de salvamento" contra tragédias...

Todos nós sabemos das dificuldades de convencimento da retirada de famílias de áreas de risco.
Gostaria de dar minha modesta contribuição para pelo menos, minorar os danos causados por tragédias, no que tange principalmente a perda de vidas.

Seriam construídas as chamadas “Capsulas de salvamento” .
Elas seriam feitas com material reforçado, com capacidade para quatro pessoas ou mais , tendo no seu interior o necessário a sobrevivência de uma pequena família…
Seriam colocadas nas casas em áreas de risco, para atendimento emergencial.

As capsulas seriam do tipo “contâineres” e serão reutilizadas em outras residências quando cumpridas sua missão...

Esclareço que a capsula é acolchoada por dentro...servindo de uma maneira geral para todo tipo de locais em risco...

Divulguem, por favor esta idéia, pois a mesma serve até para terremotos ou outras catástrofes...

O Posto de "vacilação"

Posto de “vacilação” (H1N 1)

O Ministro fala pros idosos com problemas vacinar...
Corro pro Posto, pois tenho dois ” stends.”..
Lá me dizem que tenho mais de 60 e não pode...
Volto pra casa sem me vacinar...

Ligo a TV, lá está o Ministro convocando os idosos...
Fala categórico: Idosos com problemas, devem se vacinar...
Novamente me apresento ao Posto...
A moça corre daqui, corre dali e se informa:

Não pode! Maior de 60, não pode...
Olho para ela e sem o que falar desabafo:
Isto aqui não é um Posto de Vacinação,
Isto é um Posto de “Vacilação”…

Saio, sem olhar prá trás...

A construção de Brasília

A Construção de Brasília

O Herbert trabalhava em Brasília,
Morava perto de casa
Tinha comprado um "Fenemê" novinho
Estacionou o caminhão do lado de sua casa
A noite eu fui visita'-lo

Contou que estava ganhando por dia
Quase o valor de uma prestação
Os carretos eram pagos toda semana!
A cidade era uma construção só

Quem quisesse ganhar dinheiro era ir pra lá
A casa dele era na beirada do "buracão"
Aquela noite, tinha esquecido de engrenar
O caminhão se soltou sozinho, de madrugada

Foi parar lá embaixo, arrebentando todo
De manhã cedinho a gente o via conferindo o estrago
Não voltou pra Brasília
Já estava mesmo na casa de seus pais...

Continuou por lá mesmo

terça-feira, 4 de maio de 2010

Eu invento, mas não aumento

Eu invento, mas não aumento

Como não ganho nada com invenções
Mesmo assim, teimo em inventar
Desta feita é sobre navios, para nunca mais encalhar...
Debaixo do seu casco, ficam balões vazios embutidos

Quando o navio encalhar, é só ligar o compressor
Que o “air bag” vai encher no lugar devido
Livrando de ficar agarrado a embarcação...
Não sei porquê não pensaram nisto...

Os engenheiros navais que me respondam
Se esta idéia é viável...
Porque se for, vou ficar desconfiado
Que ninguém pensa mais, em alguma solução...

O Cartório...

Amei tanto...
Pela primeira vez
Perdi o amor
Pela primeira vez

Não sei o que houve
Só sei que sentí
Devia ter me precavido
Mas foi a primeira vez

Agora vejo que falta faz
Um cartório pra registrar o amor
Com cláusulas terríveis
Protegendo os dois

Penalidades fortes
Pra quem descumprir